Café Filosófico
Ontem assisti Avatar. Tenho o hábito de escrever a respeito das impressões deixadas logo após assistir um filme.
Um fato que achei interessante, é que apesar do intuito de mostrar que os erros de uma civilização se repetem, no caso os Estados Unidos, é clara a mensagem, mais que consciente, do interesse pela posse da terra do outro, não importando quais as atrocidades que possam advir disso.
Os símbolos mais evidentes são o ataque da cavalaria, só que dessa vez os índios levam a melhor. Também as guerras do Vietnam e as mais recentes. É interessante também a miscigenação de caracteres físicos representando os povos discriminados, tais quais o índio e o negro.
Muito embora a crítica brasileira tenha achado que a mensagem fosse batida, acredito que às vezes seja necessário reprisar certas mensagens, principalmente quando se refere à necessidade da manutenção da vida no globo.
A Terra está gritando a plenos pulmões a mensagem derradeira do alerta sobre a manutenção do seu escasso equilíbrio.
A ambição desmedida na mão de alguns e a cegueira de muitos ainda na necessidade de dar uma solução para o acúmulo de detritos deixados pela nossa civilização.
Quanto à ambição desmedida de alguns é quando o deslumbre pelo poder e pelo dinheiro causa sérios distúrbios no globo, como o ataque à nossa Amazônia, a redução de nossas matas, causando desequilíbrios que podem chegar até a desertificação de grandes áreas. Aziz Ab Saber, professor de geomorfologia da USP, já na década de 1980, explicava a erosão do solo causada pelo tempo prolongado do uso de pastos e criação de bovinos. No Rio Grande do Sul, já se nota a área de desertos avançando em forma de dunas sobre áreas agropastoris, efeito de reabertura de antiga faixa desértica da era quaternária provocada pelo uso incorreto do solo. Os problemas causados pelo gás freon, hoje proibido, os buracos da camada de ozônio e o superaquecimento da Terra, a invasão das regiões litorâneas pelos mares devido ao derretimento dos pólos... Já ouvíamos esses anúncios de nossos professores no ginásio e nem dávamos bola, principalmente por que isso parecia longínquo, e claro, nossos bisnetos e tataranetos que se preocupassem com isso... Só que nós estamos vivos, nossos filhos estão em todas essas áreas e serão nossos queridos netinhos que sofrerão com maior intensidade os reflexos desse desequilíbrio.
Estamos recebendo sinais incessantes de que o tempo chegou. Ou nos conscientizamos e mudamos, ou o nosso consumismo exacerbado e a infeliz destinação de nosso lixo aumentado muitas vezes pela forma de pensar que o novo é legal e o de ontem, obsoleto, nos empurra cada vez mais para o tão desacreditado destino da Terra.
A sabedoria na melhor forma de se aproveitar o obsoleto, torna-se cada vez mais a última palavra da moda, e as pessoas começam a entender que a realidade é outra, que o importante é descobrir a própria importância como cidadão, fazendo valer sua voz e não permitindo a poluição e devastação de nossos mananciais, que a responsabilidade cabe a nós mesmos na modificação de nossos hábitos, sabendo fazer um descarte consciente, auxiliando na coleta seletiva que por hora se nos apresenta e combinando quais os melhores locais para a sua captação.
Fazer do diálogo um hábito, preferindo-o a critica que somente afasta e segrega, deveria ser encarada como uma nova forma de pensar por todos nós.
Bom...
Melhor é assistir e depois comentar...
Estamos montando um espaço de discussão, entretenimento e leitura.
A Oficina Cultural de Conchas logo abrirá sua portas.
Somos um grupo formado por Conchenses que residem em Conchas e tem a preocupação de resgatar a memória desta Cidade, e por aqueles que saíram daqui, aprenderam lá fora e voltaram, todos com o comprometimento de devolver a esta terra tão amada os talentos adquiridos e que um dia nos serão cobrados.
Estaremos esperando para um bate papo legal.
Até lá.
Virgínia M. Caram
Aqui está o texto de Virgínia, interessante e sensível, tanto quanto ela.
ResponderExcluirBjos no coração de Virgínia que hoje está comemorando a Formatura de seu primogênito.
SÔ